terça-feira, 11 de julho de 2017

MARIA TODA PROSA




Era uma tarde sonolenta, nem um minuto a amis e nem a menos para o dia acabar. Maria começou a escrever uma historinha. O papel estava amassado, o lápis precisava apontar se errasse teria que rasurar, a  borracha ela não sabia onde estava. E assim ela começa ela começa falando de um homem esquisito que andava com pernas de pau feitas de cabo de vassoura daquelas que se brincavam antigamente. Ele vestia uma calça quadriculada tão apertadinha que mostrava as suas canelinhas finas, um blusão amarelo com golas azuis, como não estava de sapatos os dedos mostravam unhas compridas, na cabeça um chapéu de ponta com uma flor feita de penas de galinha. Parecia mais um espantalho- pensou Maria rindo da sua imaginação.
Se eu queria escrever sobre os animais do sitio, como explicar a entrada desse ser esquisito em sua historia?
O engraçado é que ele se meteu no meio e vai continuar. Já sei! Ele via ser um intruso que invadiu o meu sonho eu vou trancafiar na história assim não atrapalha e posso voltar a escrever sobre os animais. - Pensou Maria toda Prosa.
- Estou com um grande problema  em minhas mãos, quem vai querer entrar numa história com esse intruso vagando pela casa. Pensou aflita.
Preciso dormir quem sabe nos sonhos eu encontre uma solução. E assim que adormeceu começou a sonhar que andava pelas ruas em busca de um personagem para entrar em sua história.
Entrou na biblioteca da escola, revirou livros empoeirados, conversou com uma mulher que contava historias, nada encontrava que se encaixasse na historinha que queria escrever.
Exausta sem progresso, voltou a dormir esquecendo os sonhos. Quando despertou o intruso andava de um lado a outro nervoso a espera de novidades.
- Fale! Fale logo quem vai me fazer companhia? Indagava o intruso.
- Minhas visitas foram um fracasso, não encontrei personagens, a minha historinha vai ficar sem fim. Disse desanimada.
- Já sei! Procure uma princesa. Disse o intruso todo animado. Assim eu serei o príncipe gritou feliz abrindo os braços.
- O que disse? Oras essa é boa. Você um príncipe, parece mais um espantalho intrometido.
- Bem, gaguejou ele. Eu só queria ajuda,
Toc...toc...toc... Voando Maria correu para ver quem batia na porta àquela hora.
Duas mulheres feias invadiram a sala, pareciam mais duas bruxas bem feias,
Espantada Maria não conseguia nem fechar a boca o queixo caído de assombro quando uma das mulheres sacudiu uma capa preta que vestia e a sala foi coberta com uma nuvem escura, quando despertou estava na mais linda casinha no meio de canteiros de rosas, margaridas e avencas.
- Socorro! O que está acontecendo. Eu quero apagar a historinha, gritou tentando entender se sonhava ou estava no meio de uma história de pavor e aflição.
Preciso sair daqui, gritava, mas o grito ficava preso em sua garganta. Quando a janela foi escancarada, o sol brilhava lá fora, flores se balançavam ao sabor do vento, na horta ao lado da casa duas senhoras cuidavam dos legumes e hortaliças, enquanto um homem levava as ovelhas para pastarem nas montanhas.
Maria toda Prosa sorriu ao reconhecer sua mãe a sua avó e seu avô. Tudo não passou de uma confusão que havia se metido quando se meteu a escrever uma historinha.
Sorrindo ela pensou: Agora vou começar a escrever a minha história e nada de deixar intrusos se meterem.

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