segunda-feira, 16 de julho de 2018

SAUDADES





Eu tenho dos passarinhos
Mesmo com aqueles gritos atrevidos
Eles eram sempre queridos
Quando na varanda faziam os seus ninhos...

Pareciam casinhas de tão arrumadinhos
Era belo ficar olhando o movimento
Do pai indo e vindo trazendo alimento
Para alimentar os famintos filhotinhos.

De manhãzinha acordava cheios de energia
Como ensinados pousavam  na laranjeira
Despertavam o sol que ainda dormia...

Tudo isso se tinha de verdade
Passarinhos felizes cantando
Hoje só nos resta a saudade...



Autoria- Irá Rodrigues
http://iraazevedo.blogspot.com.br/
Diretora Internacional da divisão de Literatura Infanto-juvenil

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A MERENDEIRA


APRESSADA




A coruja chegou à praça
Dizia ela morar em um paraíso
A água achou graça
Arrancando-lhe um sorriso do bico.

A coruja empolgada e cheia de alegria
Subiu na cerca e começou a bailar
Trazia nas asas uma poesia
Implorando para declamar.

A praça logo se encheu
Uma plateia foi se formando
Envergonhada a coruja se encolheu
Quando o colibri chegou cantando...

Das asas da coruja o colibri pegou
Uns versinhos bem rimados
E assim feliz ele declamou...

A coruja  chegou apressada
Trouxe versos para declamar
No final ficou envergonhada...



Autoria- Irá Rodrigues
http://iraazevedo.blogspot.com.br/
Diretora Internacional da divisão de Literatura Infanto-juvenil

QUE BOM SERIA






Se fosse respeitada a inocência da criança
Que pais e sociedade estivessem presentes
Que todos fossem conscientes
De que a criança de hoje é a esperança do amanhã.

Que a justiça não permita que o encantamento
Do olhar e o sorriso da criança venha se apagar
Por um monstro que não sabe respeitar
Que o amor seja o seu melhor ensinamento...

Que nunca lhes falte segurança e amor
Que em cada lar saibam proteger e cuidar
Que a sua infância ela possa continuar a sonhar
Para que amanhã essa criança seja um adulto com dor...


Autoria- Irá Rodrigues
http://iraazevedo.blogspot.com.br/
Diretora Internacional da divisão de Literatura Infanto-juvenil

quarta-feira, 11 de julho de 2018

NO BOSQUE ENCANTADO





Era primavera, as flores desabrochavam , as árvores se vestiam com seu melhores trajes, o bosque estava realmente encantado. Borboletas flutuavam saindo dos seus casulos, as fadas encantadas voavam salpicando cores do arco-íris em todos os jardins assim as flores brotavam de todas as cores.
Os Duendes apressadinhos corriam de lá para cá, alguns fazendo as suas tarefas outros  praticando as suas fantásticas aventuras deixando as joaninhas e outros insetos felizes com a movimentação do bosque.
Certa manhã, aparece por ali um esquilo que não morava naquele bosque e vendo o encanto daquele lugar onde todos viviam na mais perfeita harmonia ele cuidou logo de procurar o chefe para pedir permissão de criar seus filhotes entre o bem e a paz daquele lugar, pois vinha de um lugar onde os humanos viviam fazendo maldade e tirando a tranquilidade de todos os bichinhos que fugiam sem destino abandonando as suas casinhas.
Como estava cansado e faminto  comeu um coquinho e deitou para descansar, assim bem mais disposto falaria com o chefe senhor Macaco Juca e assim que acordou os passarinhos fizeram questão de acompanhar até a casa do chefe que o recebeu com muita estima,
De volta para buscar a sua família, segue pensativo e encantado com a beleza daquele lugar, quando avista duas raposas cochilando embaixo de uma árvore toda florida, foi se aproximando, porém desconfiado sem saber qual seria a reação das duas uma de pelos dourados e a outra de pelos caramelo escuro.
Teria que se ariscar e foi dizendo:
- Olá senhora e senhor! Posso me apresentar?
As duas raposas de um pulo ficaram de pé, - Mas quem é você ? Por aqui não existem bichos da sua raça, de onde veio e o que veio fazer? – As duas faziam várias perguntas deixando o pobre do esquilo tontinho.
- Desculpe ter acordado vocês assim, Gaguejou o esquilo.
- Vamos responda as perguntas? Gritou a raposa de com caramelo.
- Eu passava quando vi esse bosque encantado e resolvi entrar,
- Aqui não aceitamos forasteiros, melhor sumir pelo mesmo caminho que chegou.
- Mas eu fui falar com o chefe e ele permitiu que eu venha morar aqui com os meus filho, -Disse o esquilo todo contente.
- Então se  falou com o chefe Macaco Juca está tudo certo e seja bem vindo com sua família.
O esquilo partiu saltitando de alegria, e logo voltaria trazendo a sua família para viverem naquele lugar encantado.
Dias depois voltava ela o esposo e dois filhos ainda bebês, uma casinha estava a sua espera e logo que se instalaram foram até a praça por ordem do chefe onde foram recebidos com uma grande festa de boas vindas.

Autoria- Irá Rodrigues
http://iraazevedo.blogspot.com.br/
Diretora Internacional da divisão de Literatura Infanto-juvenil

SAUDADES

Eu tenho dos passarinhos Mesmo com aqueles gritos atrevidos Eles eram sempre queridos Quando na varanda faziam os seus ninh...