quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

OS PASSARINHOS







Foram expulsos dos seus ninhos
Pousaram  no galho
Molhadinhos de orvalho
Abraçaram-se bem juntinhos...

 Nada mais teriam a fazer
O corujão ocupou o lugar
Melhor procurar outro lugar
Assim que o dia amanhecer...

A noite  fria os passarinhos tremiam
Sem o aconchego do seu ninho
Quanta maldade com um pobre passarinho
Que o bem os dois  sempre faziam...

A ONÇA DIFERENTE





Era uma vez, enquanto todos estavam sentados á sombra de uma palmeira que ficava em frente à casa do Godofredo, um macaco respeitado e temido por toda a região,  olha que aparece uma onça.
- Que lugar lindo! Era o que eu procurava para viver, muitas flores, ar puro, lindas árvores  dando essa deliciosa sombra. Suspirou a onça, - Aqui posso viver tranquilamente  em paz – Concluiu a onça entusiasmada bate palmas:- Quem está por ai?
- Oras aqui é mesmo tranquilo a  porta aberta e ninguém, com certeza está abandonada, alguém saiu tão apressado que deixou tudo arrumadinho. A onça espreguiçou, esticou as pernas, passeia pela sala e nem sinal de que alguém morasse ali naquela casinha tão confortável.
Ficarei aqui, se reclamarem eu saio e procuro outro lugar- Pensou a onça, encantada com aquela casinha.
- Oba! Tem água fresquinha na moringa, frutas e panelas no fogão. Vou dar uma espiadinha no que tem para comer.
E foi até o fogão destampou as panelas. Hum!  Carne cheirosa. Sem pensar no perigo comeu tudo e ainda emborcou as panelas. Quando estava pensando em tirar uma soneca, uma batida na porta dos fundos fez com que a onça desse um pulo e ficasse atenta.
- Saia já daqui sua onça maldita, gritou o macaco avançando furioso contra a onça. Aqui é um lugar tranquilo onde as crianças brincam sem medo de serem atacados. Não admito esse seu atrevimento. Saia! – Gritou o macaco seguido dos outros que acabaram de entrar.
A onça ainda tentou se explicar:- Não se exalte senhor macaco, deixe-me explicar, eu sei que sou temida por ser uma onça, acredite eu sou uma onça diferente, não gosto de fazer maldades  procuro apenas um lugar tranquilo para viver os meus últimos dias de vida. Eu já sofri muito até os meus dentes eu perdi, portanto não sou ameaça pra ninguém. Disse a onça com olhar baixo de tristeza.
- Não cairemos em suas conversas, pode sair daqui correndo ou serei obrigado a convocar todo o reino dos macacos para lhe atirar bem longe que não saberá mais o caminho de volta. Gritou o macaco Godofredo.
A onça de cabeça baixa e sem mais argumento saiu, na porta ainda virou-se:- Nunca vou ter amigos, acham que por ser onça sou malvada.
A noite chegando a onça foi se esconder entre as flores do vasto jardim dos macacos, ali dormiria e na manhã seguinte sairia em busca de outro lugar tranquilo para passar seus últimos dias. - Aqui seria tão bom!- Pensa com olhar sonhados.
Na manhã seguinte quando Godofredo se levantou para surpresa lá estava a onça brincando e se embolando com as crianças que riam felizes montando nas costas da grande fera.
Godofredo balançou a cabeça, alisou  os bigodes, essa parece mesmo ser uma onça diferente, se fosse feroz não iria brincar assim como se fosse uma das crianças.
Como a sua palavra  era obedecida por todos da região resolveu convocar uma reunião e aceitar que a onça morasse ali na casinha que ficava na beira do lago bem ao pé da montanha.
E assim por muitos anos a onça viveu cuidando das crianças levando-as para passearam e protegendo contra os perigos da floresta,
Enfim essa era uma onça diferente...

LILI






Assim vivia a abelhinha
Pelas flores a trabalhar
Muito néctar precisava sugar
A noite dormia cansadinha...

Assim era a sua rotina todo dia
Acordava escovava os dentinhos
Tomava um belo cafezinho
Com o mel que ela mesma colhia...

A FUGA DAS GARÇAS





De algum lugar as garças  fugiram
Procuraram o nordeste para pousar
Aqui longe do frio pretende ficar
Assim confiantes elas partiram...

Enfeitam o céu com longas asas
À tardinha voam para a beira do rio
Agasalhadas se protegem do frio
Um dia voltam para as suas casas..

Por enquanto ficam por aqui morando
Deixando os campos branquinhos
Pernas longas, bicos amarelinhos,
São lindas as garças que vão chegando...

Só não perguntei de onde vieram
Desconfiadas voam se alguém aproximar
São tantas que nem dá para contar...

OS PASSARINHOS

Foram expulsos dos seus ninhos Pousaram   no galho Molhadinhos de orvalho Abraçaram-se bem juntinhos...   Nada mais ...