quinta-feira, 31 de março de 2022

FELICIDADE

 



FELICIDADE

 

É acordar dizer bom dia!

Andar descalço sem pressa

Deixando as horas passar

Colhendo flor de alegria.

 

Respirar a paz é preciso

Esquecer problemas- solução,

Seguir confiante na vida

Distribuir aquele sorriso.

 

Abraças forte a liberdade

Enviar mesmo virtual

Aquele carinho de amizade.

 E viver encantos mil

Enfim mais uma etapa

Seja bem-vindo abril!


Autoria- Irá Rodrigues

 

 

 


segunda-feira, 21 de março de 2022

HARMONIA NA FLORESTA

 


 

Todos viviam numa grande harmonia, as árvores cuidavam de proteger os bichos, a brisa tomava conta das flores, cada um tinha a sua tarefa sempre cuidando do outro.

A cigarra tinha a tarefa de alegrar as manhãs, as tardes a sinfonia era por conta dos passarinhos, à noite a serenata era obrigação dos grilos. Ali não sobrava espaço para o silêncio, quando isso acontecia dona brisa cuidava de chamar o vento que assanhava as árvores balançava as folhas fazendo batucada no farfalhar de bater asas de borboletas.

Assim que o sol dava bom dia! Chegavam as abelhinhas fazendo zum... zum... Com seus baldinhos colhendo o néctar para produzir mel, a centopeia que além de exibir seus cem pezinhos era muito curiosa e tudo queria saber e foi correndo saber o que as abelhinhas faziam com tantos baldinhos de mel.

- Bom dia bichinha rastejante de cem pezinhos! Aonde vai com tanta pressa? Parece que vai atropelar a brisa. Disse a abelhinha.

- Bom dia abelhinhas! Estou aqui matutando umas curiosidades,

O que fazem com tantos baldinhos de mel? Vocês trabalham, trabalham e não descansam.

- Centopeia querida não pode parar de colher o néctar para falar com você ou o mel se congela. Logo chega o verão as flores secam e onde iremos encontrar mel para adoçar as crianças. Por isso precisamos colher, colher e assim que aqui não tiver mais flores mudamos para outra região. Disse a abelhinha mais velha enquanto as outras não paravam de colher o néctar das flores amarelas.

- Cada um com a sua atividade, vou ali comprar sapatos novos e não preciso trabalhar. Disse a centopeia toda vaidosa.

- Oras! Oras! De que vale a vida sem uma atividade, gritaram as abelhas enquanto a centopeia saia agitada atropelando nos seus cem pezinhos.

E assim continuava a vida na floresta encantada.

 

Autoria- Irá Rodrigues

O RATINHO GULOSO

 

 


 Tico era um ratinho muito do guloso, só tinha de grande barriga e orelha. O bichinho era cotó teve seu rabinho arrancado por um gato malvado e assim ele parecia uma bola de pelos castanhos.

Quando o dia amanheceu, Tico pulou da rede onde dormia, tinha sonhado que estava numa fábrica de queijos se refastelando com aquele banquete.

-Hum! Lambeu os bigodes até sentindo o gostinho dos queijos frescos. -Pensava o ratinho guloso.

Sentiu a barriga roncar, espreguiçou e saiu para fuçar o lixo da casa vizinha, ali com certeza encontraria um belo café com migalhas de pão e bolo.

Para sua surpresa, a porta estava entreaberta e com toda a sua gula começou a mexer o nariz farejando o cheiro apetitoso que vinha lá de dentro.

Nem olhou para os lados, entrou correndo na cozinha.

- Vou me fartar- Pensou Tico escalando a perna da cadeira, arregalou os olhos quando viu a mesa cheia de coisas gostosas. Sem pestanejar começou a degustar de tudo até que viu o queijo, comia com tanta gula até que a barriga ficou estufada, agora sim parecia mesmo uma bola de pelos.

Coitado de tanto comer deu moleza e ali mesmo adormeceu.

O que será que vai acontecer com Tico?

Agora é sua vez de dar fim na história.

 

          Autora- Irá Rodrigues

O PEIXINHO GULOSO


O peixinho Zezé era muito guloso, comia, comia e nunca estava satisfeito, quando via algo se mexer corria depressa para abocanhar.

A peixinha Lili sempre o aconselhava:

- Zezé meu companheiro, não seja tão guloso assim, vá com calma ou uma hora é fisgado pela isca de um anzol.

O peixinho Zezé mexia a boca empinava as antenas e fingia não escutar, saia sem dar atenção aos conselhos da peixinha.

Todas as tardinhas anzóis era jogados nas águas do lago, os peixes mais apressadinhos não escapavam e pelo anzol eram fisgados.

Um dia, estava o peixinho Zezé beliscando alguns farelos de algas, quando uma bela e enorme isca apareceu à sua frente, guloso como era apressou-se e... Abocanhou.

O anzol prendeu em sua boca, o peixinho se debatia lutando para se soltar sem conseguir respirar, quando Lili vendo aquela agonia gritou os peixes maiores para socorrer o seu companheiro guloso, foi aquela correria conseguiram cortar a linha deixando o anzol preso no peixinho que gemia e se contorcia com os olhinhos lacrimejando de dor.

A peixinha Lili implorava para que salvasse o seu Zezé e agoniada partiu a procura da piranha.

- Amiga, amiguinha corra venha salvar o Zezé ele tem um anzol preso na boca e se não tirar o pobrezinho guloso morre sem conseguir respirar.

A piranha saiu em disparada, com seus dentes afiados arrancou o anzol que voou longe deixando o peixinho respirar aliviado.

O peixinho Zezé com certeza aprendeu a lição, mas será que vai deixar de ser um apressado guloso?

Bom se não aprendeu com essa, azar dele. Disse a peixinha Lili.

Autoria- Irá Rodrigues

O RATINHO QUE MORAVA NO PINICO

 

 


 

 Tonico era um ratinho travesso e muito do atrevido, discordava de todos e nem aos pais obedecia. E assim com as suas teimosias gostava de infernizar o pobre do gato que dormia tranquilo na sua casinha ou mesmo quando o pobre sentava na janela para olhar a rua, o rato subia puxava o rabo e saia em disparada se escondendo em seu pinico, lugar onde o gato se recusava a chegar perto pois ficava bem ao lado da toca da onça que sempre protegia aquele sem vergonha.

Os pais Dom Ratão e dona Ratinha estavam cansados de alertar o filho para não provocar o gato, uma hora ele cairia nas garras afiadas e não conseguiriam salvar. O atrevido do rato gargalhava confiando em sua esperteza e dizia mexendo seu nariz arrebitado:

- Nenhum gato vai conseguir pegar esse ratinho esperto.

A mãe não se conformava com as estripulias do filho e cansada de falar ameaçava a jogar fora o pinico onde ele dormia e se sentia seguro, o ratinho implorava que fizesse tudo menos tirar o seu cantinho seguro. A mãe se retirava deixando que ele resolvesse as suas encrencas.

Certo dia o gato dormia com o rabo pendurado na almofada e logo o rato pensou:

- Vai ser bem divertido dar uma mordida nesse rabo peludo e sair correndo. Jamais o gato vai conseguir me pegar. Tenho as canelas pequenas, mas são ligeiras. Gabou-se o rato.

Quando chegou bem pertinho quase morre de susto, sua sorte foi a chuva que caiu e como o gato não gostava de molhar seus pelos macios ele saiu em disparada com a língua de fora até se sentir seguro em sua casinha.

Antes de respirar aliviado o pai pegou pela orelha dizendo;

- Se não parar com as suas malandragens você vai morar com seus avós no reino das ratazanas e de lá só vai sair acompanhado. E sem ter o seu pinico- Ameaçou.

O rato malandro prometeu não ser mais desobediente, pois não queria se afastar da sua casa vivendo ao lado dos pais.

Depois daquele alerta o rato aprendeu que a desobediência só pode trazer problemas e que deveria ter cuidado e não ficar infernizando o pobre do gato.

E assim o ratinho se tornou o mais obediente dos ratos em toda aquela região. Mas se a coisa complicasse ele corria para seu esconderijo. o amado pinico.

 

 

Autora Irá Rodrigues

GALINHA ZEZÉ

 

 


 

Era muito aventureira até da escola foi expulsa, no terreiro nem podia demorar e todas as outras galinhas corriam das suas travessuras.

Uma certa tarde de um lindo Sol depois de dias chuvosos, Zezé resolveu ir passear no parque que ficava atrás do curral, colocou um chapéu com flores, vestiu seu melhor traje, amarrou uma fita na asa, calçou botas, pegou a sombrinha e saiu cantarolando pelos fundos do galinheiro.

Quando chegou foi outra decepção, todas as galinhas saíram apressadas deixando Zezé muito triste e acaba caindo no choro.

Eram tantas lágrimas que comoveu até o urubu que foi se aproximando dizendo:

-Não se lamente! você fez por merecer, só sabe fazer maldades, eu mesmo já fui vítima. Então se quer ter amigos tente mudar seu comportamento.

A galinha Zezé pensou, pensou enquanto o urubu se afastava.

Estava muito triste e não sabia o que fazer para ser amada por todos. Quando pousou bem pertinho dela um sabiá que lhe disse sem rodeios:

- Não adianta chorar nem arrancar as penas, precisa é sumir por alguns dias deixar que sintam a sua falta e voltar com mais sinceridade. Você é muito impulsiva e isso irrita todos a sua volta.

O sabiá bateu asas, a galinha ficou matutando com as suas ideias.

- O sabiá tá certo, vou passar um tempo na floresta e quando voltar estarei bem mudada e serei recebida como amiga. - Pensou a galinha em voz alta.

Assim seguiu para o seu novo endereço. Ao chegar na floresta encontrou com a coruja que foi logo das as boas-vindas.

- A floresta nessa região é tranquila, pode ficar perto da minha casa naquele árvore bem frondosa e poderá até brincar com os meus filhotes e assim vai aprender a ser bondosa.

Passaram alguns dias, ou talvez meses, Zezé estava tão feliz que nem contava as horas, nem as noites. Até que um dia a mamãe coruja avisou que os filhotes estavam prontos para seguirem as suas vidas bem longe das asas dos pais.

Então, Zezé sentiu que estava pronta para voltar. Bateu aquela saudade das outras galinhas as quais estava até desacostumando do convívio.

Mas precisava fazer algumas mudanças e para isso foi até o salão do gavião.

Ao sair de lá, olhou-se no espelho, ficou radiante com o que viu. Agora estava com um penteado bem arrepiado com suas penas pintadas e encaracoladas, usava óculos valorizando seu novo visual.

E agora que estava voltando, será que Zezé será reconhecida?

E como ela será recebida?

 E será que vai se comportar a partir dessa nova experiência?

Vem nos contar.

Autora- Irá Rodrigues

 

 

 

 

O DESTINO DA PIABA

 

 


A chuva caia tão forte, mas tão veloz que o rio logo transbordou, a pobre da piaba tão miudinha se agarrava nas folhas, coitada não tinha forças para vencer a correnteza, então começou a implorar.

- Por favor não me leve. Suplicava já quase se afogando, eu preciso respirar e não consigo.

A chuva ouvia os lamentos daquele peixe miudinho sendo levado pela correnteza e sentiu pena, lá do alto enviou uma gota gigante que sugou a piabinha levando para a margem onde o rio corria sossegado e lá soprou deixando a piaba tontinha, tontinha, depois do susto respirou aliviada e voltou a sua tranquila vidinha de piaba de águas calmas.

 

Autora -Irá Rodrigues

 

 

 

 

CARNAVAL NA FLORESTA

 

 


 

Chega janeiro a folia é geral, a floresta se veste de cores vibrantes, até o clima fica legal.

Todos os bichos costuram suas fantasias, é preparação em todos os cantos. Mas quem Conanda tudo é o senhor macaco por ser o prefeito daquela região e se ele não concorda com alguma coisa é melhor seguir suas ordens ou será expulso da fola do carnaval.

A euforia era contagiante, a girafa seria a rainha e elefante o rei Momo, as princesas seriam a macaca Zeferina e a raposa Lily duas das mais elegantes de toda a floresta.

Coitada de dona aranha, nem conseguia dormir com tantos tecidos para fiar.

As mais belas fantasias foram confeccionadas com folhas de bananeiras colhidas com todo capricho pelos macacos.

Com as fantasias já prontas era hora de começar a ensaiar a banda que seria responsável pela folia que duraria uma semana inteirinha.

O pavão ensaiava as marchinhas. O leão tocava violino, o peru tocava tambor, o tatu só se embolava fazendo a hiena gargalhar.

E chegou o grande dia com o desfile das fantasias. A seriema de odalisca, a pavoa de baiana, os coelhos entraram juntos formando o trio dos serelepes. Teve pirata, bombeiro, até a cutia se vestiu de sereia.

Quando entra o rei, rainha e as princesas dando início a grande festa ao som dos maiores e melhores cantores de toda a natureza. Os passarinhos que abriam seus bicos e cantavam com toda maestria.

Como toda festa tem um intruso que chega sem ser convidado dessa vez foi o gavião caracará que dias antes fez maldade com o filhote do sabiá e esse não seria perdoado.

Logo o macaco deu um chega pra lá e a festa continuou com toda folia que era possível.

E assim com toda animação a festa terminou fechando as cortinas e todos foram descansar em suas casas.

 

Autora Irá Rodrigues

 

TARTARUGA QUEIMADINHA

 


 

No meio da caatinga, lá no interior do nordeste vivia uma pobre tartaruga com o casco todo torto queimado pelo fogo das coivaras feitas pelo homem sem pensar nos pobres animais que vivem naquele local.

Morreu toda a sua família sobrando apenas ela que agora andava sozinha na maior tristeza, os bichos que voltaram passavam por ela e nem olhavam tão feia que ficou, a tartaruga sentia falta de um dedo de prosa e lamentava a falta que sentia de todas as outras tartarugas.

Certo dia um velho que morava por perto encontrou a tartaruga e sentindo pena da situação levou para sala casa colocando-a num cercado junto com as galinhas, todos os dias trazia folhas frescas e nunca faltava água, assim ela foi se sentindo protegida e quando foi solta não afastava de perto, ali estava segura e gostava do carinho que receba recebendo até o nome de Queimadinha. Era só chamar seu nome e logo ela aparecia no terreiro, bebia água, comia folhinhas verdes e logo tirava um soneca na sombra de um gravatá que o velho plantou para servir de sua casinha, enquanto cochilava o velho lhe contava casos acontecidos naquela região.

Queimadinha parecia entender e tranquila fechava os olhinhos. O velho que também vivia sozinho voava na sua imaginação enquanto inventava suas histórias.

Ao ouvir os causos logo chegavam alguns animais como a coruja Dandara que nem piscava seus olhos esbugalhados, o coelho José que só colocava as orelhas fora da toca para escutar e até as galinhas chegavam apressadas para não perderem a prosa, e não poderia faltar seus fiéis companheiros, o cachorro Farofa e o gato Zangão.

E assim Queimadinha ganhou uma nova família.

 

Autora Irá Rodrigues

 

segunda-feira, 14 de março de 2022

Afetividade faz o homem capaz de ser um ser mais solidário


 

 Precisamos aprender

Com bastante atenção

Respeitar o colega

É a nossa obrigação

Acredite que o amor

Nasce em nosso coração.

 

E todos são iguais

É gente como a gente

Seja na rua ou na escola

Não existe ninguém diferente

Lembre-se que todos nós

De Deus é um presente.

 

Se tem um amigo gordinho

Isso não é defeito

Respeitar o outro

Cada um tem seu direito

Brincadeira de mau gosto

Isso se chama preconceito.

 

Procure ser afetuoso

Acolhendo quem precisar

Uma palavra amiga

Saiba que vai ajudar

Ser sempre cordial

Na hora de brincar.

 

Autoria- Irá Rodrigues

sábado, 5 de março de 2022

O MACACO SETEMBRINO


 

A GALINHA ZEZÉ


 

A GALINHA MAGRELA


 

O SAPO LILYCO


 

O URUBU


 

DESPERTAR DA BORBOLETA


 

AGONIA DOS RATOS


 

O TEMIDO JACARÉ


 

DESPERTAR NA ROÇA


 

RESPEITE O TRANSITO


 

O URSO TIMTIM


 

AS PIPAS