terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O MENINO E O CURIÓ


SANHAÇO


SEM TÍTULO








Que lindo és tu pequeno beija-flor
Nesse teu leve bater de asas
Acorda cedo visita tantas casas
Tu és mesmo um mestre voador...

É também um belo conquistador
Quem recebe a tua visita alegra o dia
Pode até surgir uma boba poesia
E agora! Que título  darei a esse beija-flor?



ERA UMA VEZ UM GRILO


SEU NICOLAU






Acorda sempre cedinho
Pega pá e enxada de jardineiro
Vai  cuidar do seu canteiro
E assim segue o mesmo caminho...

Bom dia dona rosa e seu cravo
Aqui estou para cuidar do jardim
Olha para o amigo jasmim
Desculpa amigo pelo meu atraso...

E começa a trabalhar concentrado
Recolhe folhas secas e caídas
Deixa as flores bem coloridas
Assim passa o dia bem animado...

À tardinha volta para casa feliz
Logo o inverno vai chegar
E com ele novas flores irão brotar
Era tudo que o velho sempre quis...

Um jardim assim bem cuidado
 Com flores felizes brotando
Com passarinho cantando
O seu dia fica mais encantado...



NO JARDIM ENCANTADO





Assim que o dia raiava
Era aquela folia
O Passarinho  Aventureiro cantava
Numa bela sinfonia...

Outros pássaros se alvoraçavam
Enquanto o Sol ia bocejando
O jardim ia acordando
Flores e borboletas despertavam...

Em belas e felizes acrobacias
Surgem os leves beija-flores
Perdidos no meio de tantas cores
Planam em lindas acrobacias...

Já desperto o Sol foi surgindo
Secando orvalhos iluminando o jardim
Sonolento espreguiçava o jasmim
Saudando o dia feliz e sorrindo...

ANTES QUE O ORVALHO CAÍSSE








O beija-flor foi até o jardim
Deixou as flores cheirosas
Colheu as mais lindas rosas
Fez um ramalhete para mim...

Foi rosa branca e amarela
Azuis e  vermelha  carmim
Só não colheu o perfumado jasmim
Esse enfeita a minha janela...

Nesse jardim moram flores
De cores vivas e perfeitas
Tem as mais lindas violetas
Margaridas, azaleias de todas as cores...

Encantado com a maior flor
Ele sorriu e olhou para o Sol
Como era parecido com o lindo girassol
Alegrou-se o pequeno beija-flor... 



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

NATAL DA FLORESTA




 Os animaizinhos da floresta andavam numa correria para deixar a festa bem animada, nada poderia faltar desde a decoração com enfeites nas árvores até o banquete que teria que ser bem degustado por todos os convidados.
Observando aquela correria toda, a fada resolveu ajudar:
- Com essa correria toda nada vai ficar perfeito como pretendem, que tal sentarem descansarem um pouco e dividirem as tarefas, o dia está só começando até a noite tem muito tempo, e com sua varinha mágica fez com que todos a escutassem e logo começou a divisão das tarefas sem que nenhum reclamasse.
Ordenou que os passarinhos se retirassem, pois precisavam descansar a voz para cantarem alegremente as musicas natalina. Os macacos ficariam responsáveis pela ceia enquanto os outros cuidariam de decorar com flores trazidas pelos morcegos, frutos trazidos pelos gaviões, e cada um teve a sua atividade.
Tudo ficou perfeito, os vaga-lumes assim que o sol se despediu cuidou logo de acenderem as suas bundinhas deixando a floresta toda iluminada com luzinhas piscando.
Ora de todos se prepararem cada um querendo ficar mais elegante que o outro: Chegam os coelhos com suas cartolas e becas impecáveis, as cobras com seus trajes mesclados, os passarinhos chegaram ao maior estilo cada um vestido a rigor e logo começaram a afinar a orquestra. Os esquilos  com calças xadrez, camisa vermelha e gravata borboleta pulavam de árvore em árvores como se flutuassem em busca de algo para degustarem. O raposão como era doutor chegou todo vestido de branco trazendo embaixo da pata a sua maletinha de medicamentos. As macacas vestidas com seus vestidos coloridos não poderiam faltar colares de bananas amarelinhas, assim poderia comer quando a fome chegasse.
O leão apareceu mancando com a sua bengala ao lado chegava o tamanduá com sua cauda felpuda farejando as belas e inocentes formiguinhas.
Os macacos com seus trajes de gala eram os anfitriões da noite dando cambalhotas de felicidades.
A festa  estava muito animada, as horas se arrastavam com a maior preguiça como se quisesse esticar a noite, cada convidado chegava para abrilhantarem a festa.


O MENINO E O CURIÓ