quinta-feira, 15 de agosto de 2019

MINE CONTOS DOS ANIMAIS









GIRAFINHA ZILÁ


Todos os bichos do zoológico estavam curiosos pela chegada da menina girafa, no meio da tarde era um espichar de pescoço  nas grades das jaulas um olhar cobiçado do alto das árvores, um alvoroço total quando pelo portão principal entrou a garota mais elegante com seu pescoço longo e pernas esbeltas, desinibida ela  cumprimentava todos enviava um sorriso, pegava uma folha no alto e seguia.

- Como ela é alta e elegante! Exclamou o hipopótamo com olhar lânguido..

O macaco que nada dizia e a tudo observava soltou uma gargalhada: - Até você seu gorducho se derretendo por essa girafa desengonçada? Oras vá mergulhar em sua água suja e pare de ser meloso.

No dia seguinte a girafinha acordou entediada relembrando da sua vida livre na floresta. Ali era muito minúsculo não poderia mais correr livre sentindo o vento batendo em seu rosto.

Sentiu saudades dos seus pais dos seus irmãos, ali teria que viver sozinha  entre tantos outros bichos diferentes cada um em seu espaço.









O GATO TRAVESSO


Fiapo, visivelmente apressado  não demorou mais de dez minutos para se aprontar.
Parecia com pressa para chegar a algum lugar e, rodando sobre os pés saiu quase a correr. Passou pela cozinha e pegando um pedaço de pão, olhou a velha cozinheira e indagou:
- Bartira você já viu um ovo de jacaré?
Ora, ora! – resmungou a velha, conheço tão bem assim como sei que está aprontando alguma travessura.
Fiapo abriu a capanga que trazia no ombro e mostrou todo animado. Era como exibisse um tesouro.
- menino cuide logo de colocar isso lá na beira do lago antes que a mamãe jacaroa sinta sua falta  e venha buscar...
Fiapo olhou espantado, - como ela vai saber que fui eu que peguei seu ovo?
Ora. Ora! -  ela sente pelo seu cheiro –   Leva isso logo menino  olha o que digo. – ralhou a boa velha

O RESTO EU DEIXO VOCÊ ESCREVER...




A MINHOQUINHA INOCENTE

Uma minhoquinha anda tranquilamente quando o pavor a entristece, retirada do seu solo fresquinho foi parar enfiada na ponta de um anzol, jogada no lago lá se foi ela com certeza não voltaria mais ao seu solo querido. De repente depara com peixes esfomeados que olhavam com olhos esbugalhados prontos a devorá-la.
Não sabem que a sua maldade voltará contra ele, xi... Num pulo abocanhou a minhoquinha e logo é lançado para fora se debatendo com o anzol preso em sua guelra.
Na barriga do peixe ela tentava falar, mas o peixe não lhe ouvia.
- Se não fosse à ambição os dois estariam vivinhos e felizes.. Bom eu creio que não, mas ele com certeza. Pensou triste a minhoquinha.




OS ESQUILOS

Do outro lado do rio, vivia uma família de esquilos, o pai a mãe e dois filhotinhos,  era uma região muito seca quase não chovia,  muitas árvores e poucas sementes para se alimentarem, havia também muitos animais selvagens por isso eram obrigados a deixarem os filhotes presos em casa enquanto atravessavam o rio até a floresta encantada para colherem sementes.
Certo dia ao atravessarem a ponte foram surpreendido pelo macaco que ansioso viera avisar que humanos se aproximavam para derrubada das árvores e que logo estariam no chão com o  fogo lambendo tudo e deixando o local devastado e o solo coberto de carvão..
Os esquilos desesperados choravam, precisavam salvar seus filhotes que estavam presos em casa protegidos de animais.
O macaco prontamente se ofereceu para ir junto resgatar os pequenos esquilinhos,  os esquilos não tinha nada a fazer e concordaram  enquanto isso caminhões se aproximavam cada vez mais rápido, ou corriam ou não salvariam seus filhotinhos.
As árvores começavam a tombar pelos dentes da motosserra, a correria foi grande mas conseguiram resgatar todos em segurança, juntos seguiram para a floresta encantada em busca de abrigo e proteção...



 GASTÃO 

Um jumento que vivia em bom pasto de uma grande fazenda, nada fazia passava o dia rindo e debochando dos burros que morriam trabalhando na fazenda vizinha,
Uma manhã passava pela estrada um jumento velho cansado e triste por ter sido abandonado na estrada.
- Olá o que você tem com essa tristeza?
- O jumento velho parou olhou de lado e respondeu:
- Posso saber qual é seu interesse, logo você que só sabe humilhar os pobres trabalhadores, que culpa  eu tenho se você nasceu rico com vida boa.
- Só queria ajudar seu velho.
- Fique ai com sua riqueza, nunca trabalhou só sabe debochar dos outros.
E assim lá se foi o jumento velho triste e cabisbaixo, trabalhou a vida inteira e na velhice é abandonado..

Moral da história mais vale uma velhice digna que a juventude sem respeito...



A CURIOSIDADE

Uma confusão formou-se na pracinha, todos os bichos correram para saber  do acontecido, os mais altos tomavam a frente, os menores espichavam o pescoço e ficavam na ponta do pé para entender toda aquele alvoroço.
- Com certeza pegaram o bode, ele andava encurralando as cabras da vizinhança gritava a girafa com seu pescoço comprido, e nem por isso conseguia saber do ocorrido. Não arredo o pescoço desse espaço até conseguir saber de tudo, Concluiu cheia de curiosidade.
Cresce a confusão e todos se acotovelavam, era empurrão daqui esbarrão de lá todos se cocando de curiosidade.
- Vamos colaborar! Gritava o macaco, vejam pisaram na velha tartaruga e a pobre da raposa desmaiou.
- Pobre que nada! A raposa é uma assanhada fingida, não é desmaio é fingimento. Corram joguem água, - gritou a arara.
A raposa que não gostava de tomar banho levantou num salto se sacudindo e cuidou de fugir dali.
No final todos  cansados foram  se retirando a noite chegou a praça ficou vazia e até hoje tentam saber o motivo daquela confusão...

Autoria- Irá Rodrigues

http://iraazevedo.blogspot.com.br/2017/09/a-curiosidade.html










 A lagartixa diferente



Zazá era uma lagartixa diferente de todas as outras  vivia revoltada e não se conformava com  a sua cor amarelada enquanto todas as outras eram cinzas escuras ou claras.

Zazá  achava que ao nascer derramaram um balde de tinta em seu corpo ou pensava que não pertencia aquela raça. – Será que sou filha de algum monstro? Será que vou crescer tanto e ficar maior que as montanhas? 

Se todos são iguais apenas  eu preciso ser tão feia com essa cor desbotada, meus olhos são da cor da minha pele tudo amarelo. Pensava  triste a lagartixa.

Os pais de Zazá não sabiam mais o que fazer para convencer a filha de que era igual apenas a cor era diferente e com certeza em algum lugar viviam outras assim como ela, mas a lagartixa amarela ficava cada vez mais revoltada,  cada centímetro que crescia sua cor ficava mais amarelada, já não olhava no espelho das águas nem sua sombra nas paredes, se encontrasse um balde de tinta entraria nele até que a sua cor ficasse igual a de todas as outras lagartixas que conhecia.- Pensava aborrecida.
- Se foi Deus que criou todas as lagartixas iguais, por que a única diferente teria que ser eu e justamente essa cor amarelada? Lamentava-se na beirada de um penhasco quando se aproximaram varias lagartixas de cores diferentes a que ela conhecia, tinha listradinho de preto e branco,  outros verdes  claro e escuro e finalmente uma enorme amarela igual a sua cor.
- Agora já sabe que a sua revolta era pura bobagem, existem várias cores e tamanhos da nossa raça, até os gigantes capazes de nos engolir de uma só vez. Disse a maior lagartixa de cor verde.
Envergonhada Zazá prometeu nunca mais reclamar da sua cor diferente, pois agora sabia que muitas outras eram iguais e com certeza pertencia à mesma família. Daquele dia em diante a lagartixa amarela desfilava se exibindo da sua cor diferente, o que causava revolta agora era motivo de orgulho.

 Resultado de imagem para A LAGARTIXA METIDA






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