sábado, 21 de março de 2015

CONTOS- MARÇO 2015





 A floresta começou a se movimentar para a festa de lançamento do aniversario do vivendo criança.
Foi àquela correria só conseguiram terminar por volta da meia noite e meia. Não foram poucos os que vieram a nossa comemoração, chegaram poemas rebordados com fios de seda todos trabalhados cuidadosamente na teia de dona aranha. Outros perfumados com as mais belas flores trazidas pelas borboletas. Os poemas mais doces foram trazidos pelas abelhas para serem degustados pelo paladar das crianças leitoras, teve aqueles com sabores de chocolate, bombom de avelã, cerejas e nozes trazidas pelos esquilos. Outros com o mais lindo colorido escrito pelo arco íris e despejados nas águas do lago onde patinhos remaram e resgataram.
Os beija- flores traziam em seus bicos fininhos fios de algodão doce, as fadinhas com seus baldinhos cheios de estrelinhas salpicavam cada poesia.
Figuras representativas do mundo encantado da criança chegavam em seus trajes domingueiros, a libélula com seu vestido esverdeado trazia em suas asas o sabor da brisa e o cheiro da manhã, o vagalumes parecia uma estrelinha piscava e voavam entre os poemas, a fada com seu vestido esvoaçante bordado com fios de ouro e sapatinho de algodão no rosto a felicidade no sorriso a alegria. A borboleta com seu vestido amarelo voava de flor em flor, enquanto o mestre dos mestres trazia uma cesta de pirulitos decorados com pingos de luz. O sabiá mandou avisar que chegaria atrasado, mas não apareceu com certeza bastante atarefada com seus pequenos filhotes.
No ritmo da dança não faltou o periquito comandando a orquestra que trazia seus integrantes, o coelho no violino, o gato no saxofone, no teclado ficou o galo e a cigarra com sua voz aveludada cantava seguida de um colibri...
A essência da festa teve recheio de amizade bem ao jeito da família Vivendo Criança...
E assim estendeu-se a festa pela noite a fora. Na labuta do imaginário, através de poeminhas viajando pelos campos férteis do mundo infantil...





 






Chegando a Páscoa
A coelhinha Celi com seus belos olhinhos cor de mel, seu narizinho vermelho era uma verdadeira malandrinha. Todos os outros coelhos da floresta viviam atarefados com a confecção dos ovinhos de chocolate.
A coelhinha Celi que nada ajudava e só atrapalhava um dia em que todos corriam de lá para cá, eram chocolates derretendo, ovinhos no sol a secar, as coelhinhas colocando recheios trazidos pelas abelhas e pelos passarinhos as borboletas trazendo as cores do arco-íris para embrulhar e deixando tudo muito lindo para entregarem as crianças. Olha que chega a malandrinha encontra a porta aberta toma impulso e num salto abocanha um delicioso ovinho todo recheado com caramelo feito do mel trazido pela abelhinha Gigi e castanhas trazidas pelo sabiá que foi muito longe para trazer as mais deliciosas d região, ali todos colaboravam nas tarefas da Páscoa não importando se era coelho ou outros bichinhos da floresta, o que importava era chegar a Páscoa e ter bastantes ovinhos para entregar.
O coelho chefe o temido Janjão ao ver a malandrinha correu em sua direção com a colher de pau erguida, já estava para golpear a cabeça quando apareceu o bondoso coelhinho Totó e num pulo saltou sobre Celi que se desviou da colherada.
O ovo pulou fora caindo bem aos pés do coelho chefe, com medo os dois malandrinhos a dali pulando bem apressadinhos antes que fossem expulsos da floresta.
Começava a escurecer, os dois aflitos estavam bem longe de casa e bem no meio da floresta onde viviam vagando as noites animais famintos a procura de presas indefesas.
Mesmo com as sombras da noite cobrindo as árvores os dois continuavam andando de repente avistam o rio, nas águas paradas um barquinho solitário, correram, subiu nas madeiras molhadas e com os movimentos o barquinho foi sendo levado rio abaixo.
Cansados adormeceram, quando o sol disse bom dia! Despertaram, andaram por todo o barquinho que seguia movido pelo vento e pela correnteza...
Celi muito curiosa começa fuçar tudo que ia encontrando, pulou ao encontrar um binóculo, os dois sobem em uma caixa e logo avistaram a fábrica e a correria de todos os coelhos, passarinhos abelhas que se apressavam para a tudo pronto até o dia de Páscoa.
Os dois malandrinhos desceram do barquinho subiram numa rocha e ficaram se divertindo através da lente do binóculo enquanto todos lá embaixo trabalhavam correndo daqui correndo dali para deixar tudo arrumado ou as crianças não ganhariam seus ovos deliciosos...



 Irá Rodrigues
DIRETORA INTERNACIONAL DA DIVISÃO DE LITERATURA INFANTO - JUVENIL



 


Quando criei o Vivendo Criança pensei usar o espaço apenas para as minhas publicações as quais escrevo para o mundo encantado da criança, aos poucos pessoas foram publicando eram tantas coisas maravilhosas que ficava com receio de dizer que ali era um espaço particular. Aos poucos ele foi ganhando participantes, cada um com sua alma que encanta adultos e crianças., onde colocam em cada poesia, conto e fábula um pouco do seu ser criança.
A cada leitura sinto o gostinho que flui de cada frase, cada poesia, daí o desejo de juntar as pontas formar uma família e deixar que a poesia infantil ocupe espaços cada vez mais no mundo virtual.
É muito prazeroso quando encontro uma pró que diz usei sua poesia em uma aula os alunos amaram. ou uma mãe que diz toda feliz: sou obrigada a ler as poesias do Vivendo Criança todas as noites para meu pequeno dormir. ele adora e se diverte muito com as aventuras descritas nas poesias.
E foi pensando e analisando o quanto as crianças entendem nossa linguagem poética que estou aqui orgulhosamente escrevendo algo que vem da alma.
Foi lendo cuidadosamente cada publicação que veio essa vontade de transformar num livrinho que mesmo nunca seja publicado será guardado e cuidado com todo o carinho com que todos escreveram.

E ASSIM HOJE SE COMPLETA UM ANINHO DE VIDA, MUITOS VIRARAM PASSARINHOS E VOARAM OUTROS SÃO COMO FLORES FINCARAM SEUS PÉS TORNANDO O VIVENDO UM BELO JARDIM... E SÃO ESSAS FLORES QUE FAZ OS MINUTOS SE TORNAREM CANTEIROS DE FELICIDADES.. OBRIGADA AMIGOS QUE VIBRAM COM A ALMA LINDA DE SER CRIANÇA...




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