Construindo um
barquinho com pedaços de bambu, o menino Juca planejava entrar no riacho,
navegar e chegar até o rio.
O barquinho
estava pronto, colocou mantimentos numa velha sacola de palha e partiu bem
cedinho antes que os avós acordassem e impedissem de realizar a sua aventura
tão sonhada.
E vai Juca, remando
riachinho abaixo, meio-dia ele entra no grande rio calmo, o Sol muito forte,
com toda a sua animação nem percebeu que o céu escurecia, uma forte chuva se
aproximava, no meio da tarde as nuvens se rasgaram, a chuva engolia a tarde,
continuando até o anoitecer. Parecia um dilúvio, os pingos fortes batiam no
barquinho fazendo com que ele se balançasse como se fosse virar.
O rio
engrossava, a correnteza ganhava força. Como se fosse conhecido das águas, ele
disse:
- Nossa! Como
esse rio é comprido! E seguia pedaço por pedaço sempre pela margem, o medo de
ser arrastado pela correnteza era maior do que as suas aventuras. Logo a chuva
se acalmou, o céu ficou estrelado, Juca encostou seu barquinho nuns ramos,
ficou eufórico de tão cansado, logo
adormeceu com os braços doloridos de tanto remar.
Despertou com o
Sol clareando seu rosto, era hora de continuar, o rio agora estava calmo,
recomeçava a sua viagem, dessa vez, podia contemplar as fazendas, o gado
pastando na vegetação verde, plantações de cana, homens e mulheres trabalhando nos
campos. O rio adentrou as matas, passou ao pé de uma montanha onde pode
observar as encanações levando água para as lavouras.
Agora, o rio
parecia um regatinho, logo adiante foi se alargando, ganhando corpo e força.
Uma rajada forte de vento, agitou as águas, empurrou o barquinho para a margem,
no meio da vegetação ficou encalhado.
Juca olhou
triste, seu barquinho não poderia continuar.
O que lhe
restava: Ficar observando as águas rolarem correnteza abaixo. Graças a Deus o
barquinho estava preso. Ali terminava aquele sonho, mas outros sonhos iriam
sonhar.
Irá Rodrigues
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