segunda-feira, 29 de junho de 2026

JUCA E SUAS AVENTURAS

 


 

Construindo um barquinho com pedaços de bambu, o menino Juca planejava entrar no riacho, navegar e chegar até o rio.

O barquinho estava pronto, colocou mantimentos numa velha sacola de palha e partiu bem cedinho antes que os avós acordassem e impedissem de realizar a sua aventura tão sonhada.

E vai Juca, remando riachinho abaixo, meio-dia ele entra no grande rio calmo, o Sol muito forte, com toda a sua animação nem percebeu que o céu escurecia, uma forte chuva se aproximava, no meio da tarde as nuvens se rasgaram, a chuva engolia a tarde, continuando até o anoitecer. Parecia um dilúvio, os pingos fortes batiam no barquinho fazendo com que ele se balançasse como se fosse virar.

O rio engrossava, a correnteza ganhava força. Como se fosse conhecido das águas, ele disse:

- Nossa! Como esse rio é comprido! E seguia pedaço por pedaço sempre pela margem, o medo de ser arrastado pela correnteza era maior do que as suas aventuras. Logo a chuva se acalmou, o céu ficou estrelado, Juca encostou seu barquinho nuns ramos, ficou eufórico de tão cansado,  logo adormeceu com os braços doloridos de tanto remar.

Despertou com o Sol clareando seu rosto, era hora de continuar, o rio agora estava calmo, recomeçava a sua viagem, dessa vez, podia contemplar as fazendas, o gado pastando na vegetação verde, plantações de cana, homens e mulheres trabalhando nos campos. O rio adentrou as matas, passou ao pé de uma montanha onde pode observar as encanações levando água para as lavouras.

Agora, o rio parecia um regatinho, logo adiante foi se alargando, ganhando corpo e força. Uma rajada forte de vento, agitou as águas, empurrou o barquinho para a margem, no meio da vegetação ficou encalhado.

Juca olhou triste, seu barquinho não poderia continuar.

O que lhe restava: Ficar observando as águas rolarem correnteza abaixo. Graças a Deus o barquinho estava preso. Ali terminava aquele sonho, mas outros sonhos iriam sonhar.

 

Irá Rodrigues

 

 

 

 

A MAGIA DAS BONECAS

 


Era um domingo qualquer, as meninas da vizinhança resolveram visitar uma loja de bonecas, acompanhadas das suas mães saltitavam de tanta empolgação, a loja era nova e vendia bichinhos de pelúcia e bonecas, as mais lindas que se possa imaginar.

Clarita a mais calada do grupo, soltou a mão da mãe e foi andando entre as diversas prateleiras, seus olhinhos brilhavam, de repente, como num passe de mágica uma das bonecas piscou para ela, a menina limpou os olhos achando que estava vendo coisas de mais.

- Mamãe! Mamãe! Venha ver, aquela boneca piscou os olhos. Disse toda empolgada.

- Você está vendo o que não seria possível, pare de sonhar, essa boneca é muito cara e não podemos comprar, hoje viemos apenas para ver a beleza da loja. Vamos!

As outras crianças estavam radiantes, cada uma com a sua boneca, apenas Clarita não ganhou, sua mãe não poderia lhe dar.

Como num passe de mágica, a menina se soltou das mãos da mãe e correu até a prateleira daquela boneca. Foi um verdadeiro espetáculo, a boneca saltou para o chão acompanhada de todas as outras, a loja imediatamente se encheu de outras crianças, os pais apenas sorriam ao ver a felicidade das crianças. Os bichinhos pulavam, as bonecas dançavam e cantavam, não existiam adultos atendendo, apenas duas meninas que imediatamente desapareceram. Todos os bichinhos e bonecas ganharam vida, saíram pelas ruas no mais lindo espetáculo já visto naquela cidade.

E assim como começou, o sonho terminou, Clarita despertou abraçada com sua linda boneca feita de trapos.

 

 

IráRodrigues
Santo Estevão - BA – Brasil

http://iraazevedo.blogspot.com.br/

 

 

CONFUSÃO NO ZOOLÓGICO

 


Era uma tarde de domingo, o zoológico estava lotado de crianças que corriam de um lado para outro, paravam em frente as jaulas, todas encantadas com os animais.

-Mamãe! Mamãe Posso dar pipoca para os macaquinhos? Perguntou Aninha rindo das aventuras dos bichinhos.

-Não pode dar nenhum tipo de alimento aos bichinhos-Ralhou a mamãe.

 

-Venha! Venha!  Gritava uma voz vinda dos galhos das árvores.

Aninha olhava e nada conseguia ver, a voz continuava chamando-a:

Ao olhar para cima, lá estava um macaquinho travesso falando com ela.

 

-Você está falando comigo? Perguntou a menina se soltando da mão de sua mãe.

-Sim. Venha menina! Vamos! Corra!

Aninha, corria seguindo a voz do macaquinho que pulava feito pipoca.

 

Ao chegar atrás de um muro, o macaquinho estava a sua espera, agora vamos visitar os meus amigos, venha, se apresse. Disse o malandrinho.

Os dois seguiram por um caminho entre a vegetação e logo chegaram na casa da zebra.

 

A zebra foi libertada, os três seguiram até a casa da girafa. A menina, ao ver o animal começou a gargalhar...

-           Você é muito engraçada, seu pescoço pode até alcançar a copa das árvores. Ou quem sabe, servir de escada para me levar até as nuvens. Você é muito desajeitada.

- Oras! Oras! Que menina atrapalhada. Sou uma girafa grandona e posso ver tudo que acontece aqui no zoológico. Vamos! Abra logo essa porta.

 E assim, todos os bichos estavam sendo libertados.

As crianças gritavam: Aonde foram todos os bichos? As jaulas estão abertas. Logo ouvem o apito dos guardas e aquela gritaria:

-           Corram! Saiam do zoológico. Senhores levem todos para fora, se protejam. Todos os bichos desapareceram.

 

Era bicho correndo para todos os lados, os passarinhos batiam asas festejando a liberdade tão sonhada.

Apenas a jaula dos papagaios continuava fechada. O fofoqueiro do papagaio Tião gritava:

-           Eu vi... Eu vi... O macaco malandro com uma garota de cabelos de fogo soltou todos os animais.

 

-           Venham aqui nos libertar, isso é injusto. Gritava o papagaio.

O macaco chegou perto e disse:  Você é muito fofoqueiro e com sua língua comprida prejudica os seus amigos.

 

Enquanto isso a confusão estava formada dentro do zoológico.

 

 

 

Irá Rodrigues
Santo Estevão - BA – Brasil

http://iraazevedo.blogspot.com.br/

 

O COFRINHO SOLITÁRIO

 


 

Esquecido numa casa abandonada, lamentava-se um cofrinho, muito tristinho vivendo num canto se lamentando.

As moedinhas queriam sair, mas como, se o cofrinho nada poderia fazer, alguém o abandonou naquela velha casa, nem sabia contar os dias, as horas e o tempo. Lamentavam-se.

- Tantas moedinhas circulando de bolsa em bolsa, de gaveta a gaveta nas lojas luxuosas, numa barraquinha de beira de estrada, do menino que vende geladinho. Oh! Vida essa nossa, vivendo presa nesse cofrinho que nunca sai do lugar. Tristes, sofredoras, presas nessa solidão, ...ajudem-nos! Assim reclamavam as moedinhas inconformadas.

- Eu queria cair de algum bolso, ser achada por uma criança, sentir o brilho em seus olhinhos gritando:

-Olhem! Olhem! Achei uma moedinha, vou colocar em meu cofrinho. -Não! Cofrinho nunca mais, melhor comprar um picolé ou um pirulito. Pensava alto a moedinha de 50 centavos se lamentando.

- Oras! Oras!... Disse a outra moedinha, lá vem você falar de cofrinho, nem me fale mais nesse nome. Sinto até alergia. – Oh vida! – Se um dia eu ficar livre, nunca mais quero ver um cofrinho em minha frente.

- Parem de se mexerem aí dentro, estou ficando cansado de tantas lamentações, pior, eu sou obrigado a proteger vocês. Explodiu o cofrinho inconformado.

Por um tempinho as moedinhas silenciaram.

- Acho que o cofrinho está mesmo triste, ele precisa de animação. Disse uma moedinha de 10 centavos.

- Verdade, estamos prisioneiras, nada podemos fazer até que alguém encontre o cofrinho. Coitado! Precisamos inventar alguma coisa para deixar animado. Concluiu a moedinha de 25 centavos.

Assim, todas as moedinhas começaram a pular batendo nas paredes do cofrinho.

- O que acham que estão fazendo? Estou ficando tonto, parem com esse sacolejo. Parem!  Gritou o cofrinho irritado.

- Já sei, vamos dar um passeio, gritou a moedinha de 10 centavos, a menorzinha de todas.

Os olhos do cofrinho brilharam, mas logo se desanimou entristecido. Suspirando disse:

-Não precisam me animar, estamos prisioneiros abandonados dentro de um quarto escuro, apenas as paredes e uma porta aberta, muito longe de alcançar. Disse o cofrinho.

- Só sairemos daqui se um dia alguns moleques travessos, desses bem curiosos resolverem entrar nessa casa esquecida pelo tempo.

- Já perdemos a noção de quanto tempo estamos aqui nessa solidão. Suspirou o cofrinho.

- Nem tudo está perdido, vamos sacudir aqui dentro, o cofrinho pode tombar e rola, quem sabe alcançamos a porta, sairemos rolando por aí, sentir a luz do Sol e ser encontradas por uma criança. Concluíram as moedinhas.

- Sabe, eu deveria até ficar feliz com as ideias malucas de vocês, mas nada que inventarem dará certo. Exclamou o cofrinho na maior tristeza. Suspirou.

As moedinhas inconformadas começaram a pular, pular, o cofrinho reclamava, reclamava, as moedinhas tentavam, tentavam, depois de tantos sacolejos o cofrinho rolou e saiu rebolando, as moedinhas gritavam felizes.

Enfim, estavam se movimentando. A alegria era tanta que nem perceberam que o cofrinho também estava muito feliz e sorridente.

Pelo quarto rolava, rolava, naquele sacolejo uma das moedinhas foi jogada longe. Tontinha ela rodou, rodou até parar do outro lado da porta.

- Mas por onde anda meu amigo cofrinho e minhas amigas moedinhas? Preciso da ajuda das crianças, pensou a moedinha.

A moedinha rolava e não encontrava o cofrinho, aonde foram, eu prefiro ficar prisioneira com minhas amiguinhas, estou sozinha, com frio e com muito medo.

Você aí, levante a bunda da cadeira, procure meu amigo cofrinho, rolou a moedinha até os pés de uma menininha que brincava por perto. A criança parece que entendeu, apanhou a moedinha, prendeu entre os dedos, a moedinha se torcia como se precisasse dizer alguma coisa.

A moedinha se soltou, foi rolando, a criança corria para pegá-la – Por favor, procure o cofrinho e minhas irmãzinhas que estão prisioneiras.

Qual o melhor final para essa história?

Irá Rodrigues

 

sábado, 27 de junho de 2026

A EMOCIONANTE HISTÓRIA DO SABIÁ

 


 

Era uma vez..

Um pequeno sabiá, que vivia num parque perto do lago, ali morava a sua amiga a sapinha Lily.

A sabiá adorava voar pela floresta, a tardezinha retornava para contar as novidades para sua amiga.

Certo dia, amanheceu chovendo muito, a sapinha estava tão feliz que nem parou para conversar com sua melhor amiga, de longe, enviou-lhe um beijo de bico e partiu para a floresta.

Cansada das aventuras, pousou numa árvore, ficou pensativa. A chuva estava muito forte, precisava se abrigar ou ficaria resfriada. Num galho bem fechado com folhas grandes  estava bem protegida quando viu um pequeno passarinho todo encolhido, olhou, ele respondeu abrindo o bico, a sabiá foi até o amiguinho, assim os dois juntos poderiam se abrigar até qua a chuva passasse e pudessem voltar para suas casas.

O pequeno passarinho estava com a perninha presa num cipó,

- Meu pequeno amiguinho, o que aconteceu?

- Fui distraído, brincava e sem perceber fiquei preso.

Sem pressa, a sabiá não pensou duas vezes, correu usando sua inteligência, começou a bicar o cipó que era bem fininho.

Logo o cipó foi rompido, a perninha do passarinho ficou livre. Em agradecimento o passarinho abriu as asinhas oferecendo seu abraço.

Os dois juntinhos passaram a noite embaixo das folhas grandes que mais pareciam o telhado de uma casa.

No dia seguinte, os dois voaram em busca de sementes frescas para um belo café da manhã.

Ao chegarem nos campos floridos muitos outros passarinhos comiam e cantavam felizes.

O Sol já estava sumindo no horizonte quando o sabiá retornou para sua casa, antes prometeu voltar para visitar seu novo amiguinho, uma semana após a sabiá recebeu um convite para a grande festa em homenagem ao pequeno passarinho. A maior surpresa chegou quando os pais do passarinho chegaram para prestarem uma linda homenagem a sabiá, ela recebia o título de salvadora daquele lindo filhote.

A sabiá é claro, muito vaidosa, colocou um belo vestido florido, um laçarote na cabeça, se perfumou com aromas de alecrim e foi mostrar para sua amiga sapinha que ficou encantada com a beleza do sabiá.

- Será a mais linda

 De toda a floresta. Disse a sapinha com um sorriso.

A sabiá soltou-lhe um beijo de bico e partiu, ou chegaria atrasada na festa.

E assim termina a história do sabiá que salvou um pequeno passarinho e sua melhor amiga a sapinha Lily.

Irá Rodrigues

O RISO DA CRIANÇA


A menina olhava pela janela, sorrindo ao ver pássaros e borboletas povoando o pequeno jardim, um beija-flor esverdeado pousado na gigante flor de girassol, ele batia as asinhas como se saudasse o dia.

A menina estava encantada olhando o mundo, sorrindo feliz ela descobria na natureza a poesia e a pintura colorindo a sua infância.

Irá Rodrigues

 

ERA BEM CEDINHO


Um pequeno passarinho

Com seu bico batia na vidraça

Ao ver a sua imagem

Pulava achando graça.

X

No toc..toc. Fazia um som calmo

Parecia o seu coraçãozinho

No vidro pedindo passagem

Para um pobre passarinho.

X

Cançado daquela batucada

A chuva na vidraça respingava

Atraído pelas gotas brilhando

Partiu com o bando que por ali passava.

Irá Rodrigues

JUCA E SUAS AVENTURAS

    Construindo um barquinho com pedaços de bambu, o menino Juca planejava entrar no riacho, navegar e chegar até o rio. O barquinho e...