sábado, 29 de novembro de 2025

JUCA E SUAS AVENTURAS

 


 

Construindo um barquinho com pedaços de bambu, o menino Juca planejava entrar no riacho, navegar e chegar até o rio.

O barquinho estava pronto, colocou mantimentos numa velha sacola de palha e partiu bem cedinho antes os avós acordassem e impedisse de realizar a sua aventura tão sonhada.

E vai Juca, remava riachinho abaixo, meio-dia ele entra no grande rio calmo, o Sol muito forte, com toda a sua animação nem percebeu que o céu escurecia, uma forte chuva se aproximava, no meio da tarde as nuvens se rasgaram, a chuva engolia a tarde, continuando até o anoitecer. Parecia um dilúvio, os pingos fortes batiam no barquinho fazendo com que ele se balançasse como se fosse virar.

O rio engrossava, a correnteza ganhava força. Como se fosse conhecido das águas ele disse:

- Nossa! Como esse rio é comprido! E seguia pedaço por pedaço sempre pela margem, o medo de ser arrastado pela correnteza era maior do que as suas aventuras. Logo a chuva se acalmou, o céu ficou estrelado, Juca encostou seu barquinho nuns ramos, logo adormeceu com os braços cansados de tanto remar.

Despertou com o Sol clareando seu rosto, era hora de continuar, o rio agora estava calmo, recomeçava a sua viagem, dessa vez, podia contemplar as fazendas, o gado pastando na vegetação verde, plantações de cana, homens e mulheres trabalhando nos campos. O rio adentrou as matas, passou ao pé de uma montanha onde pode observar as encanações levando água para as lavouras.

Agora o rio parecia um regatinho, logo adiante foi se alargando, ganhando corpo e força. Uma rajada forte de vento, agitou as águas, empurrou o barquinho para a margem, no meio da vegetação ficou encalhado.

Juca olhou triste, seu barquinho não poderia continuar.

O que lhe restava: Ficar observando as águas rolarem correnteza abaixo. Graças a Deus o barquinho estava preso. Ali terminava aquele sonho, mas outros sonhos iriam sonhar.

 

Irá Rodrigues

 

 

 

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