segunda-feira, 27 de setembro de 2021

DA COLEÇÃO POESIAS MÊS DA CRIANÇA

 

A TODAS AS CRIANÇAS

Viva cada momento como se fosse único, não se apresse para crescer, aproveite bem a fase de criança e adolescente fazendo tudo que tem direito dentro dos limites da infância,

Sabe! Um dia irá ficar adulto e sentirá saudades de tudo que viveu ou que deixou de viver. Então seja criança, brinque, pule, esbalde toda a sua energia sem nunca perder a magia dos contos de fadas da criança. Isso se leva pra a vida toda.

                                                    Autora Irá Rodrigues




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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

ERA UMA VEZ...


 

Há muito tempo vivia tranquila uma família de ratos. Era uma casa grande cheinha de janelas de onde podiam se sentar à noite para ver a Lua.

O papai dom Ratão saia cedo para trabalhar na construção de uma nova casa, enquanto a mamãe ficava em casa cuidando do almoço, lavando e costurando. Enquanto a filhota Margarida vivia chamando a atenção. Enquanto todos trabalhavam ela andava no mundo da lua. O inverno estava quase acabando e logo iriam viajar para curtirem a primavera no alto da serra onde brotavam as mais lindas flores e o ar sempre   era perfumado. Melhor de tudo ficava pertinho de uma fábrica de queijos.

Chegou o grande dia, o Sol brilhava fora das janelas, então a mamãe Ratonilda preparou um banquete para festejarem a partida, armou a mesa lá fora com frutas, legumes e muitas saladas temperadas com raios de Sol.

A noite todos estavam cansados, precisavam dormir, partiriam assim que o dia raiasse.

E foi aquela folia, no caminho não se cansavam de admirar a paisagem florida. Como tenham trazido deliciosos lanches param nas sombras para degustarem e descansarem um pouco. Margarida muito da sonhadora resolveu sair para caminhar, coitada, caiu num buraco, machucou a patinha e não conseguia sair, gritava e nada adiantava, o Sol já estava alto, o medo tomava conta, seu coraçãozinho batia acelerado.     

Quando ao olhar para cima viu um sapo tão grande com cara de esfomeado e pensou: Como sapo não faz maldade a pobres ratinhos vou pedir socorro. Assim ele teria dó e a salvaria.

- Senhor sapo, como tem a língua tão grande, estica até aqui e me salva desse buraco, estou machucada e preciso encontrar a minha família antes de ser devorada por um desses predadores.

O sapo que não tinha visto a rata, arregalou os olhos e disse sem demora.

- Faz tempos que não encontro um rato e você parece apavorada, o que anda fazendo nessa floresta?

A ratinha estava tão cansada e disse o que veio a sua cabeça:

- Eu estou com a minha família, vamos passar a primavera lá nas montanhas. Se me ajudar a sair desse buraco eu levo você até eles e será bem recompensado com uma bela refeição.

O sapo pensou, lambeu a língua. – Vou retirar você, mas terá que me levar com vocês.

A rata nem pensou e logo concordou, quando o sapo esticou sua língua de quase um metro a ratinha tremendo de medo se agarrou e quando se viu fora daquela buraco saiu em disparada sem agradecer, deixando o sapo furioso.

 

  

Autora- Irá Rodrigues

https://www.recantodasletras.com.br/contos-infantis/7348677

 

AVENTURAS


Laurinha era uma menina querida por todos da pequena vila onde vivia com a sua avó numa linda casinha toda colorida com jardim em volta onde brotavam flores de todas as cores, ao fundo da vila ficava um bosque onde a menina adorava passar as tardes falando com os animais que segundo ela todos sabiam se comunicar e entendiam o que ela falava. Quando o Sol começava a se despedir ela corria para casa com um sorriso estampado no rostinho inocente.

No dia seguinte era domingo ela saiu bem cedinho, queria iria até as montanhas e cantarolando saiu acompanhada pelo seu cãozinho Xodó. E logo apareciam os passarinhos cantando para saudar a menina que sorria saltitando pelo caminho deixado pelas ovelhas. Rodeada por centenas de borboletas nem percebeu que tomou um outro caminho e foi parar bem nas terras da bruxa temida por todos, até os animais fugiam das suas maldades.

- E agora! -  Pensou a menina, Como vou sair daqui sem ser percebida pela bruxa. Encantada ela disse:

- É tão mágico parece que nos envolve e a vontade e seguir para descobrir todos os mistérios desse lugar. E assim continuava e coisas estranhas começavam aparecer, árvores com frutas roxas, gatos que surgiam do nada, aranhas gigantes tecendo redes, era muito estranho e a curiosidade só aumentava. E foi seguindo até que chegou a uma porta e sem perceber bateu uma, duas, três vezes, pensava ela: - Não tenho medo de bruxa vou descobrir todos os mistérios.

Laurinha não viu nada, desmaiou e quando despertou estava no meio de um campo coberto com flores que falavam com ela para que fugisse daquele lugar. E logo apareceram coelhinhos que acompanharam a menina até a saída das montanhas.

E assim Laurinha prometeu ficar bem longe da montanha da bruxa.

Autora- Irá Rodrigues

https://www.recantodasletras.com.br/contos-infantis/7348679

FESTA NA FLORESTA

 


 

O corujão resolveu fazer uma festa e todos os amiguinhos foram convidados. Não faltou os que rastejam nem os que tem asas os que voam e os que só sabem andar como as galinhas o galo Adamastor e até uma perua velha que na floresta moravam. 

A galinha Zezé toda vaidosa queria ser a mais elegante da festa e assim poderia dançar até com o nobre gavião.

Logo cedo foi se enfeitar, colocou um chapéu com flores e um laçarote de fita. Numa asa uma sombrinha, na outra muitas pulseiras coloridas e uma bolsa, ainda calçou botas com meias listradas.

Com as suas penas sedosas, olhou-se no espelho, abriu o bico ao ver que estava muito elegante.

Seguia pela estrada cantarolando quando encontrou a coruja numa tristeza e foi logo perguntando:

- Ainda nesse desanimo! - Não vai à festa do nobre gavião?

- Não posso estou cuidando dos filhos e não tenho com quem deixar. - Respondeu a coruja numa tristeza que dava dó.

A galinha toda animada nem insistiu, seguindo seu caminho quando encontra a centopeia se lamentando, foi correr pra chegar logo perdeu um pé do sapatinho e estava mancando.

- Volte pelo caminho, com certeza vai encontrar. – Disse a galinha toda vaidosa com a sua elegância e não parou para ajudar a centopeia e nem percebeu que a pavoa estava ao seu lado ofuscando a sua beleza o que deixou a galinha com tanta raiva que nem respondeu o bom dia.

Ainda estava longe teria que planejar algo pra tirar aquela exibida do seu caminho. Pensou a galinha- Não vou deixar que outra apareça mais bela que eu.

E assim seguia apressando o passo deixando a pavoa bem atrás.

Com a sua inveja armou para que a pavoa caísse numa armadilha e assim pediu a ajuda tatu que logo ofereceu o buraco onde estava descansando.

No mato se esconderam e logo a pobre da pavoa fica com a perna presa à espera de ajuda, quando a galinha sai do mato, abre o bico dando gargalhadas e segue confiante de que seria a mais cobiçada de toda aquela festa.

A maldade não chega atrasada, a galinha se guia balançando as asas de contentamento quando a sua frente aparece uma raposa salivando de fome. A galinha saiu em disparada pelo mato, a raposa disposta a servir em seu almoço não media esforços nas canelas para abocanhar a galinha que por sorte encontrou um esconderijo, a raposa farejou, farejou e não encontrando desistiu e seguiu viagem.

 Final da história, a pavoa foi socorrida, chegou linda na festa e a galinha até hoje está correndo da raposa.

Autora- Irá Rodrigues

https://www.recantodasletras.com.br/contos-infantis/7348680

A REVOLTA DO TIMTIM

  01 O gato chegou correndo Invadiu logo a cidade Nem parava para ouvir Saia em velocidade Queria ouvir do cão Toda a sua verd...