terça-feira, 7 de julho de 2026

UM CASO ESTRANHO

  

 


Jorge era um menino muito curioso havia se mudado com seus pais

para aquela cidade fazia poucos meses.

Sempre que o menino ia para a escola ficava observando tudo pelo

caminho.

Um casarão velho em ruinas chamava a sua atenção e começou a

fazer planos semana após semana. Até que chegou o dia de

colocar o seu plano em ação. Era sábado manhã linda de sol, o pai

saiu cedinho para jogar bola. A mãe cuidava da horta e das flores

no seu pequeno jardim. Jorge pegou a mochila com tudo que

precisava e saiu sem avisar ou se sua mãe soubesse seria

impedido de sair sozinho àquela hora da manhã.

A mãe distraída não percebeu quando o menino abriu o portãozinho

da frente e saiu sorrateiramente sem olhar para trás.

O casarão não ficava muito longe. O sol estava ficando forte, havia

esquecido o boné e a cabeça ardia. Enquanto subia o caminho até

o velho casarão percebeu que tudo ali era muito esquisito, estátuas

 

de pedra escondidas no meio do mato que crescia por todos os

lados,

Enfim chegou até a entrada, a porta estava fechada, olhou pelas

frestas e viu que lá dentro tudo estava escuro, abriu a mochila

pegou a lanterna e tentou clarear o interior da casa.

Um ranger de porta fez com que o garoto sentisse um frio

esquisito, fazendo seus dentes baterem e as pernas tremerem tanto

que pareciam gelatina...

O medo foi enorme, a curiosidade bem maior. Já tinha chegado até

ali e não iria desistir até entrar e descobri os segredos que aquele

casarão guardava.

Com cuidado foi entrando pé aqui o outro lá sem fazer barulho

seguia. A única coisa que encontrou foram morcegos e lagartixas,

quando veio a voz mais feia e temerosa fazendo Jorge tremer até

os ossos.

Vai se arrepender de ter invadido o meu refúgio. Não sabe seu

moleque em que está se metendo.

O menino saiu em disparada largando a mochila no meio da sala.

As pernas estavam pesadas pelo medo o coração palpitava parecia

querer escapulir pela boca aberta.

O menino correu e só parou quando entrou em casa correndo como

se fosse um foguete. Entrando em seu quarto fechou a porta e caiu

na cama tremendo feito vara verde.

Passado o susto já em seu quarto o menino prometeu a si mesmo

que um dia voltaria para descobri os mistérios que aquele casarão

guardava.

Mas, por enquanto ele aprendeu a lição de que a curiosidade pode

ser muito perigosa.

Irá Rodrigues


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