quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O GATO TICO





Alisou os bigodes finos
Mexia o rabo nervoso
Olhava de longe o ratinho
Mexendo o focinho...

O gato de tanta fome lambia a língua
De longe ele olhava cobiçado
O ratinho que não é bobo entrou no buraco
Deixando o gato ficar a mingua...

O gato queria pegar o ratinho
Não conseguia ficava enraivado
Uma hora ele sairia do buraco
Infeliz do coitadinho.

Uma hora eu te pego seu rato malandro
Gritava o gato desanimado
O ratinho desconfiado
Encolheu-se gritando...


- Sou bem mais espertinho que você
Com todo esse tamanho
Ainda vou te vencer
Seu gato sem coração...

Irá Rodrigues
Diretora Internacional da divisão de Literatura Infanto-juvenil
Direitos autorais- Lei nº 9.610, de 1998  

A LAGARTA CARA DE BOLACHA



Era uma vez uma lagarta muito esperta, mas por ter nascido com a cara redonda era chamada de lagarta cara de  bolacha.
A lagarta cara de bolacha morava em um jardim onde as gramas eram sempre verdinhas e assim ela comia, comia até ficar redonda.
 Certo dia chegaram muitos passarinhos dispostos a construírem seus ninhos naquele belo e florido jardim. Uma vez que ali tinha tudo que precisavam para criarem seus filhotes em segurança.
 Lagarta cara de bolacha não estava gostando nada daqueles intrusos. –Pensou: Passarinho gosta de alimentar seus filhotes com lagartinhas, mas ela era uma lagarta bem gordinha e nenhum pássaro iria se atrever a chegar perto dela.
E assim acordava cedinho fazia sua farta refeição e voltava correndo para a sua confortável casinha que ficava numa roseira, ali não iriam construir seus ninhos, com certeza procurariam lugares altos e com mais segurança. Suspirou aliviada.
Uma tarde enquanto tirava a sua soneca pousa ali bem pertinho um passarinho com olhar esfomeado mais que depressa antes que ele abrisse o seu bico e a engolisse ela foi logo se apresentando:
- Ei seu passarinho! Ei!- Eu sou uma lagarta muito famosa aqui no jardim, portanto nem tente me fazer mal, Disse a lagarta com cara de bolacha.
O passarinho achou aquilo um atrevimento daquela lagarta gorducha e foi logo falando:
- Oras! Oras! Eu sou um pássaro e não tenho porque obedecer às ordens de uma lagarta com cara de bolacha. Eu posso engoli você a hora que eu desejar; Concluiu o passarinho.
- Pode parar de falar coisas bobas, Disse a lagarta em tom autoritário. Eu vivo aqui nesse jardim desde o dia em que nasci não é um intruso que chega para acabar com a vida de seres indefesos.
- Eu um pássaro cobiçado por todos do reino dos pássaros perdendo tempo em discutir com uma lagartinha boba. Assim o passarinho bateu asas deixando a lagarta inconformada.
A cobra que ouvia toda a conversa resolve ir falar com a lagarta:
 - Sou parente dos parentes das lagartas, não concordo com as maldades do passarinho, eu posso ajudar amiga lagarta?
- Me ajudar? Disse a lagarta com um olhar desconfiado. Não vejo em que dona cobra possa me ajudar. Concluiu a lagarta.
 
A cobra querendo ser amável disse que poderia ajudar, pois trabalhava na defesa dos bichos que rastejavam  e como defensora não deixaria que um pássaro intruso causasse mal aos moradores daquele jardim.

 A lagarta meio desconfiada olhou bem nos olhos da cobra, ela  precisava confiar afinal cobras não comiam lagartas e sim outros animais maiores.
Então disse:
- Sei que a amiga cobra é mesmo uma parenta bem longe, somos quase iguais então vou confiar em sua ajuda para proteger nós lagartinhas indefesas.

A lagarta se despediu, pois precisava ir ao mercado comprar o seu jantar, quando seu pezinho ficou prezo num garrancho, a cobra deu um salto antes que um passarinho que passava voando baixinho agarrasse a pobre da lagarta e deu um puxão tão forte que a lagarta foi cair do outro lado do jardim.
A lagarta tontinha coitada achando que já estava era no papo daquele passarinho começou a rezar:
- Senhor protetor das lagartas indefesas faça com que eu consiga me salvar... Aqui é tão lindo! Acho que morri e cheguei ao paraíso das lagartas. Pensou tremendo de olhos fechados.
- Credo lagarta, você acredita que morreu e chegou ao céu? Oras! Oras! Aqui é apenas um jardim sua boboca com cara de bolacha. Disse um gafanhoto rindo das bobagens da lagarta cara de bolacha.

A joaninha que também era vitima de alguns passarinhos se penalizou e foi ajudar a pobre da lagarta com cara de bolacha, batendo as suas asinhas foi chamar outros amigos insetos que juntos prometeram cuidar da vida da lagarta, mas para isso ela teria que ser boazinha e deixar que todos pudessem picotar as folhas suculentas das roseiras.

E assim a lagarta com cara de bolacha continuou vivendo no jardim, agora com a proteção de todos os insetos que viviam ali e também fora do jardim.

Irá Rodrigues
Diretora Internacional da divisão de Literatura Infanto-juvenil
Direitos autorais- Lei nº 9.610, de 1998  

terça-feira, 18 de setembro de 2018

POESIAS DA PRIMAVERA




PRIMAVERA;;;
Setembro acordou soprando o vento
Desabrochando flores perfumando o ar
Pois é a primavera chegando
Abrindo portas pincelando de cores
Flores amarelas girassol luz do sol.
Despertando a brisa no cair da tarde
Que se aninha nos vales sagrados
Na aurora que rompe a madrugada
Purificando com gotas serenadas...
Primavera viajante do tempo
Trazendo nas asas a sua essência
Perfumando as tardes embalando a noite.
Buquê de flores silvestres- encanta
Num toque suave formam tapetes
Embelezando os campos em sua harmonia
Desfilando versos formando a poesia.
É primavera fez-se linda vestiu-se de verde
Beijou a face do tempo em sentidos e sentimentos
Adornou a vida encantou, rabiscando a tela,
É a primavera em sua canção inspirou o poeta...




PRIMAVERA

Setembro chega carregado de cores
Com aromas de jasmins e hortelãs
Campos verdes salpicados de flores
Despertando todas as manhãs...

A rosa toda cheia de charme
Com suas pétalas aveludadas
Dengosa faz um alarme
Com as lagartinhas camufladas...

O cravo grita a primavera chegou
Trazendo cores ao nosso jardim
Até a borboleta se assanhou
Quando o beija-flor disse assim:

Venham festejar essa beleza
Gardênias, margaridas e begônia,
É o esplendor da mãe natureza
E até da simples Maria sem vergonha...

Todas são flores dizia o beija-flor
Exalam perfume, trazendo alegria,
São pássaros cantando o amor
Nas pétalas da flor poesia...

 


NO JARDIM DAS FLORES

Tem flores despertando
Tem  o amigo passarinho
Ainda dormindo no ninho
Tem o sol acordando...

Tem nuvens chorando no céu
Gotinhas molhando o jardim
Sugando na flor do jasmim
Tem abelha fazendo mel...


Tem a primavera aplaudindo
O jardineiro apressado
Precisa deixar preparado
Quando o dia vai surgindo...




PRIMAVERA
Exibiu suas cores fez da rosa a sua eleita
Chamou o poeta, forneceu as cores da alegria,
Cabia a ele rabiscar a mais bela poesia
Era primavera a estação mais perfeita...
E o poeta em sua tela bordou versos de amar
Buscou na rosa a sua musa predileta
Enfim é a primavera, é dia de festa,
 O poeta delirando começou a declamar...
E quando, enfim o dia raiou na beira do rio,
Feliz o poeta exibiu a sua tela envolta em flores
Exausto cobriu-se com o lençol da primavera
Viajou em sonhos, acordou um arco-íris de cores.
Nas areias declamou em versos o seu poema
Com cheiro de alecrim sabor de quimera
Era a vida desabrochando lindamente
A mais nova estação PRIMAVERA!




Autoria- Irá Rodrigues

A REVOLTA DO TIMTIM

  01 O gato chegou correndo Invadiu logo a cidade Nem parava para ouvir Saia em velocidade Queria ouvir do cão Toda a sua verd...