Destinado especialmente a crianças e também aos adultos que vivem o encanto de criança. Todos os textos poemas e fábulas aqui publicados são de minha única e exclusiva autoria encontrando: Recanto das Letras, no VIVENDO CRIANÇA e na minha página ESPAÇO CRIANÇA. Não autorizo cópia dos meus trabalhos sem minha expressa autorização. Plágio é crime. Respeite os Direitos Autorais. Lei 9.610 de 19/02/1998
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
BONS AMIGOS
Bina e Marquinho
Ela uma malandrinha
Com seu nariz arrebitado
Ele era todo bobinho.
Bina amava seu amiguinho
Era cheia de aventuras
Sempre aprontava
Com o pobre do cãozinho.
Só se metia em confusão
E arrastava o pobre do Marquinho
Ele obedecia as suas vontades
Coitado, não tinha outra opção.
Certo dia foram passear
Resolveram ir ao parque
Bina achou um frasco
Obrigou o amigo a tomar.
O pobre foi engolindo
E começou a levitar
Quanto mais ele latia
Pelo ar ia subindo.
Bina começou gritar
-Socorro! Socorro!
Meu amigo vai pro céu
Ele não sabe voar.
O elixir passou o efeito
O pobre cãozinho foi caindo
No chão já em segurança
Grita! - Foi um
voo perfeito.
Bina também queria
Saiu procurando o frasco
As formigas estavam lambendo
Vejam quanta folia.
Autora Irá Rodrigues
O RATINHO QUE MORAVA NO PINICO
Tonico era um
ratinho travesso e muito do atrevido, discordava de todos e nem aos pais
obedecia. E assim com as suas teimosias gostava de infernizar o pobre do gato
que dormia tranquilo na sua casinha ou mesmo quando o pobre sentava na janela
para olhar a rua, o rato subia puxava o rabo e saia em disparada se escondendo
em seu pinico, lugar onde o gato se recusava a chegar perto pois ficava bem ao
lado da toca da onça que sempre protegia aquele sem vergonha.
Os pais Dom Ratão e dona Ratinha estavam cansados de
alertar o filho para não provocar o gato, uma hora ele cairia nas garras
afiadas e não conseguiriam salvar. O atrevido do rato gargalhava confiando em
sua esperteza e dizia mexendo seu nariz arrebitado:
- Nenhum gato vai conseguir pegar esse ratinho esperto.
A mãe não se conformava com as estripulias do filho e
cansada de falar ameaçava a jogar fora o pinico onde ele dormia e se sentia
seguro, o ratinho implorava que fizesse tudo menos tirar o seu cantinho seguro.
A mãe se retirava deixando que ele resolvesse as suas encrencas.
Certo dia o gato dormia com o rabo pendurado na almofada
e logo o rato pensou:
- Vai ser bem divertido dar uma mordida nesse rabo peludo
e sair correndo. Jamais o gato vai conseguir me pegar. Tenho as canelas
pequenas, mas são ligeiras. Gabou-se o rato.
Quando chegou bem pertinho quase morre de susto, sua
sorte foi a chuva que caiu e como o gato não gostava de molhar seus pelos
macios ele saiu em disparada com a língua de fora até se sentir seguro em sua
casinha.
Antes de respirar aliviado o pai pegou pela orelha
dizendo;
- Se não parar com as suas malandragens você vai morar
com seus avós no reino das ratazanas e de lá só vai sair acompanhado. E sem ter
o seu pinico- Ameaçou.
O rato malandro prometeu não ser mais desobediente, pois
não queria se afastar da sua casa vivendo ao lado dos pais.
Depois daquele alerta o rato aprendeu que a desobediência
só pode trazer problemas e que deveria ter cuidado e não ficar infernizando o
pobre do gato.
E assim o ratinho se tornou o mais obediente dos ratos em
toda aquela região. Mas se a coisa complicasse ele corria para seu esconderijo.
o amado pinico.
Autora Irá Rodrigues
http://iraazevedo.blogspot.com/
GALINHA ZEZÉ
Era muito aventureira até da escola foi expulsa, no
terreiro nem podia demorar e todas as outras galinhas corriam das suas
travessuras.
Uma certa tarde de um lindo Sol depois de dias
chuvosos, Zezé resolveu ir passear no parque que ficava atrás do curral,
colocou um chapéu com flores, vestiu seu melhor traje, amarrou uma fita na asa,
calçou botas, pegou a sombrinha e saiu cantarolando pelos fundos do galinheiro.
Quando chegou foi outra decepção, todas as galinhas
saíram apressadas deixando Zezé muito triste e acaba caindo no choro.
Eram tantas lágrimas que comoveu até o urubu que foi
se aproximando dizendo:
-Não se lamente! você fez por merecer, só sabe fazer
maldades, eu mesmo já fui vítima. Então se quer ter amigos tente mudar seu
comportamento.
A galinha Zezé pensou, pensou enquanto o urubu se
afastava.
Estava muito triste e não sabia o que fazer para ser
amada por todos. Quando pousou bem pertinho dela um sabiá que lhe disse sem
rodeios:
- Não adianta chorar nem arrancar as penas, precisa
é sumir por alguns dias deixar que sintam a sua falta e voltar com mais
sinceridade. Você é muito impulsiva e isso irrita todos a sua volta.
O sabiá bateu asas, a galinha ficou matutando com as
suas ideias.
- O sabiá tá certo, vou passar um tempo na floresta
e quando voltar estarei bem mudada e serei recebida como amiga. - Pensou a
galinha em voz alta.
Assim seguiu para o seu novo endereço. Ao chegar na
floresta encontrou com a coruja que foi logo das as boas-vindas.
- A floresta nessa região é tranquila, pode ficar
perto da minha casa naquele árvore bem frondosa e poderá até brincar com os
meus filhotes e assim vai aprender a ser bondosa.
Passaram alguns dias, ou talvez meses, Zezé estava
tão feliz que nem contava as horas, nem as noites. Até que um dia a mamãe
coruja avisou que os filhotes estavam prontos para seguirem as suas vidas bem
longe das asas dos pais.
Então, Zezé sentiu que estava pronta para voltar.
Bateu aquela saudade das outras galinhas as quais estava até desacostumando do
convívio.
Mas precisava fazer algumas mudanças e para isso foi
até o salão do gavião.
Ao sair de lá, olhou-se no espelho, ficou radiante
com o que viu. Agora estava com um penteado bem arrepiado com suas penas
pintadas e encaracoladas, usava óculos valorizando seu novo visual.
E agora que estava voltando, será que Zezé será
reconhecida?
E como ela será recebida?
E será que
vai se comportar a partir dessa nova experiência?
Vem nos contar.
Autora- Irá Rodrigues
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
O RATINHO GULOSO
Tico era um
ratinho muito do guloso, só tinha de grande barriga e orelha. O bichinho era
cotó teve seu rabinho arrancado por um gato malvado e assim ele parecia uma
bola de pelos castanhos.
Quando o dia amanheceu, Tico pulou da rede onde
dormia, tinha sonhado que estava numa fábrica de queijos se refastelando com
aquele banquete.
-Hum! Lambeu os bigodes até sentindo o
gostinho dos queijos frescos. -Pensava o ratinho guloso.
Sentiu a barriga roncar, espreguiçou e
saiu para fuçar o lixo da casa vizinha, ali com certeza encontraria um belo
café com migalhas de pão e bolo.
Para sua surpresa, a porta estava
entreaberta e com toda a sua gula começou a mexer o nariz farejando o cheiro
apetitoso que vinha lá de dentro.
Nem olhou para os lados, entrou correndo
na cozinha.
- Vou me fartar- Pensou Tico escalando a
perna da cadeira, arregalou os olhos quando viu a mesa cheia de coisas
gostosas. Sem pestanejar começou a degustar de tudo até que viu o queijo, comia
com tanta gula até que a barriga ficou estufada, agora sim parecia mesmo uma
bola de pelos.
Coitado de tanto comer deu moleza e ali
mesmo adormeceu.
O que será que vai acontecer com Tico?
Agora é sua vez de dar fim na história.
Autora-
Irá Rodrigues
http://iraazevedo.blogspot.com.br
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