sábado, 13 de setembro de 2014

A MENINA QUE VIVIA SONHANDO





Assim era Laurinha uma menina sonhadora
Entrava nas historinhas do livro – viajava
Ela dizia que nos livros encontrava a solução
Que uma boa leitura acalmava seu coração...

E assim a menina via nos livros
Uma fonte inesgotável de emoção
Nas historinhas ela ria e chorava
Via que criança não tem maldade
Longe dessa bruta sociedade...

E era assim que Laurinha passava as tarde
No seu esconderijo secreto devorava livros
Lia e construía suas aventuras imaginarias
Ali no seu mundo criança longe da realidade...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

DEDÉ...





O ratinho está doente
Morrendo de dor de dente
O remédio era arrancar
Mas o ratinho
Não parava de chorar...


O gato todo maldoso
Começava a desdenhar
O ratinho medrosinho
Banguelinha  vai ficar...

O ratinho gemia, gemia.
Quanto mais o gato miava
O seu dentinho doía
Numa verdadeira agonia...

Rói aquele sapato velho
De tão duro que é
O teu dente vai se soltar
Assim cantava o sabiá...

O cachorro sempre amigo
Achou logo a solução
Vou amarrar esse dente
Na ponta de um cordão...

O ratinho tremia de medo
O dente não parava de doer
Ou deixava o cachorro ajudar
Ou continuava a sofrer...

E assim fez o amigo
Amarrou, esticou – e bum!
O dentinho malvado
Foi parar no telhado...

NO SITIO DO SEU JOSÉ...




Tem passarinho cantando
Fazendo ninho no telhado
Tem pai tem mãe
Tem filhotinho gritando...

Tem um laguinho
Tem pato nadando
Tem peixinho colorido
À tardinha vai seu Zé pescando...

 Tem vaquinha pastando
Bezerrinho no curral berrando
Tem porquinho no chiqueiro
Comendo o dia inteiro...

Tem um gato preguiçoso
Ratos na sala passando
Tem cachorro vira lata
Tem formiga que não acaba...

O TOMATE...





 


Vermelho de raiva
Olha para a berinjela
Que roxinha de curiosidade
Quer saber da novidade...







 O quiabo magrelo
Também quer saber
E pergunta de uma vez
Para poder entender...

Ora! Ora!  Vocês não correm perigo
Eu sim logo, logo vou ser colhido.
Já pensaram no meu destino
Machucado, processado, enlatado.
Depois vendido em supermercado...

O pimentão que a tudo assistia
Eu também vou ser colhido
Numa banca vou ser exibido
Pegam-me, olham admiram.
Numa salada vou ser servido...

A  cenoura balança suas folhas
Vocês reclamam,  reclamam
E quem vive enterrada sem respirar
Melhor ser logo colhida
E numa feira ser vendida...

E o tomate grita desesperado
Vem ai o batalhão
A colheita vai começar
Ai meu Deus que aflição...

Ai! Grita o tomate a ser arrancado do pé
Sem saber o que aconteceu no chão ele foi jogado
Melhor mesmo ficar ali
E por um pássaro ser devorado...

E assim todo contente o tomate tinha certeza
Suas sementinhas  naquele solo vai germinar
E novas plantinhas irão brotar...

A REVOLTA DO TIMTIM

  01 O gato chegou correndo Invadiu logo a cidade Nem parava para ouvir Saia em velocidade Queria ouvir do cão Toda a sua verd...