No parque da cidade uma árvore florida dava cor e leveza
aquele lugar fazendo do lugar o as lindo cenário.
Um beija-flor que fazia festa todas as manhãs, borboletas
que pareciam pétalas aveludadas de flores sendo levada pela brisa, abelhas com
seus pezinhos dançavam balé enquanto sugavam o néctar e perfumavam o ar.
Os passarinhos eram admirados por quem parasse ali para
observar aquela grandeza. Crianças se sentavam para ouvirem a sinfonia no
entardecer.
Em tempo de primavera o parque se transformava no mais belo
espetáculo de cores e vida que por ali perambulavam, como bichinhos que voavam,
se arrastavam e até os preguiçosos que só sabiam comer e cochilar.
Em meio aquele cenário encantado o caramujo sonolento se
aventurava a subir no tronco da árvore mais alta e logo era impedido pelas
lagartas que se aglomeravam disputando as folhas mais suculentas e á noite
buscavam os troncos para dormirem.
Indiferente aos desmandos das lagartas comilonas, o
caramujo continuava e por onde passava se arrastando deixava uma marca prateada
como se marcasse o seu percurso.
E assim era a movimentação naquela árvore encantada.
Autora Irá Rodrigues
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