terça-feira, 2 de dezembro de 2025

NO SITIO DE GUMERCINDO

 


De tudo ali acontecia

O dia acordava cedinho

Lá vinha o quero, quero

Desfilando pelo caminho

Para alimentar os filhotes

Pega o pobre do besourinho.

 

Tinha o galo Adamastor

Que esquecia de acordar

E se era dia de chuva

O obre só sabia roncar

Assim o dia despertava

Sem o galo cantar.

 

No alvorecer da passarada

Nunca faltava alegria

O bem-te-vi atrevido

Era canto pra todo lado

Dizia declamar poesia.

 

Tinha uma galinha tonta

Que vivia assustada

Tinha medo até da sombra

E corria destrambelhada

Saia gritando socorro!

Estou sendo atacada.


E a pobre da ovelha

Quando era tosquiada

De vergonha se escondia

E não saia pra nada

Dizia ter vergonha

De viver assim pelada.

 

Na casa grande morava

Seu tempo era fazer doces

Nunca saia daquela cozinha

E no dia da feira na vila

Entregava tudo numa vendinha.

  

Tinha porco, peru e pavão

Um burro e dois jumentos

Que declamavam versos

Falando dos sentimentos

Quando um falava da felicidade

O burro só tinha ressentimentos.

 

Seu Gumercindo. Há seu Gumercindo

Vivia levando tropeço

Com a memória falhando

Voltava lá do começo

Recontava essa história

E dizia! Ser feliz eu mereço.

 

Autora- Irá Rodrigues

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CORDEL DOS BICHINHOS

  Fui escrever um cordel, Muitas parcerias busquei No jardim confabulando, Amiguinhos eu encontrei Me sentei ali chão E com eles planejei.  ...