quinta-feira, 27 de março de 2025

O MACACO SETEMBRINO


Pelo homem foi capturado
Levado para uma aldeia
No meio do deserto
Onde só tinha areia
O macaco lutava
Pra escupulir da cadeia.

Lembrava da floresta
Ali, nem água pra beber
era muita judiação
Passava horas sem comer
Olhava o céu pedia a Deus
Que começasse a chover.

Sem saber o seu destino
Sem ter grande certeza
O homem ambicioso
Só pensava em riqueza
Chorava se lembrando
Da vida na natureza.

Era muita judiação
Ficar ali enjaulado
Sem saber o motivo
Assim tão maltratado
Torrando embaixo do Sol
Numa jaula abandonado.

O macaco gritava
Sofrendo com a crueldade
Enquanto os bebiam
Sem pensar na maldade
Mas Deus seria por ele
Com toda a sua bondade.

Não sabia por quanto tempo
Vivendo naquela agonia
Quando de repente
Surgiu uma ventania
A jaula foi levada
Acabou-se a tirania.

Eram as mãos de Deus
Lhe dando a liberdade
Quando despertou
Encontrou a felicidade
Estava a caminho de casa
Respirou com tranquilidade.

Irá Rodrigues.

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