quarta-feira, 28 de maio de 2014

SEM SORTE...




Criança faminta
O olhar exala tristeza
No corpo o desanimo
Acorda pela manhã
Nada tem para comer
A noite suspira
Deita no chão
A mãe lamenta
Sua dor não mais aguenta
Chora o pai
Crianças geradas
Que definham
Só pele e osso
Escancaram a boca
Estremecem a vista
Só lhes resta a morte
Sem destino
Sem mão
Sem sorte
Sem nação...

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